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Inácio Alves
Será que teremos um golpe contra a democracia? PDF Imprimir E-mail

Republico aqui o artigo retirado do blog do jornalista Paulo Henrique Amorim: Conversa Afiada

 

 

Republico aqui o artigo retirado do blog do jornalista Paulo Henrique Amorim: Conversa Afiada.

 

O título do artigo é: Lula desafia “procuradora qualquer” a dar o Golpe contra a Dilma

 

Num comício na Cinelândia, no Rio, que já foi conhecida como Brizolândia, Lula chamou a dra. Cureau a assumir a sua responsabilidade no jogo da democracia: a senhora quer impedir que eu eleja a Dilma ?

A senhora quer dar a vitória ao Serra no tapetão ?

A senhora não acredita que eleição se ganhe no voto ?

Foi isso o que Lula provavelmente quis dizer.

A dra Cureau, Procuradora do Tribunal Superior Eleitoral, parece querer ganhar a eleição sozinha.

Que tente.

Clique aqui para ler “Procuradora amiga do Jobim quer dar o Golpe do Gilmar contra a Dilma”.

Veja o que disse a Globo sobre a reação do Lula contra essa “procuradora qualquer”: 

‘Querem me inibir para fingir que eu não conheço a Dilma’, diz Lula

Lula afirmou em comício que há ‘premeditação’ para que saia da campanha. Eleição de Dilma vai mostrar que ‘mulher não é objeto de cama e mesa’, disse.

Aluizio Freire e Thássia Thum Do G1, no Rio de Janeiro 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira (16), durante comício da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, no Rio de Janeiro, que há “uma premeditação” para que ele seja afastado da campanha da petista.

“Vocês estão acompanhando a imprensa diariamente. Vocês leem os jornais. Vocês veem televisão. Vocês escutam rádio. E (…) há uma premeditação de me tirarem da campanha política para não permitir que eu ajude a companheira Dilma a ser a presidente da República deste país. Na verdade, o que eles querem me inibir para fingir que eu não conheço a Dilma”, afirmou.

Em seu discurso, Lula disse que não é “homem de duas caras” para fingir que não conhece a candidata do PT. Ele chegou a citar “uma procuradora qualquer” ao sugerir as limitações impostas pela legislação eleitoral de sua participação na campanha da petista.

No site Amigos do presidente Lula é possível ter uma ideia do que aconteceu na Cinelândia, nesta sexta-feira (não será isso o que o Globo dirá, aquele jornal que, numa única primeira página, deu seis títulos para derrubar o presidente Lula):

 

Multidão debaixo de chuva faz a festa da vitória no Rio e grita “A Dilma é… ousadia!” 

O primeiro grande comício de campanha, com Dilma e Lula, no Rio de Janeiro, foi emocionante. Eu fui, e os leitores do blog que não puderam ir, podem se sentir representados.
 

A caminhada da Candelária até a Cinelândia arrastou dezenas de milhares de pessoas que se reuniram na Cinelândia.

Enquanto os discursos não começaram, a praça e as ruas em volta estavam tomadas, cheia de gente circulando, “à paisana” ou “à caráter” com camisetas e bandeiras de seus partidos. 

O tempo não ajudou, começou a chover antes mesmo dos discursos. Mesmo assim a maioria das pessoas não arredou o pé. Uns procuraram abrigo embaixo de alguma barraca de apoio, muitos abriram seus guarda-chuvas, onde quem tinha dava abrigo solidário a mais um ou dois companheiros ou companheiras, outros se cobriram com capas de chuva, outros até usaram bandeiras e faixas de plástico como capa. A galera mais animada não tava nem aí pra chuva e ficava molhada mesmo. Mas a multidão continuava lá.

Com Dilma no palanque vieram os discursos de candidatos ao Senado, o ex-prefeito de Nova Iguaçu, Linderberg Farias (PT), foi muito aplaudido, e fez um rápido discurso contagiante, com a oratória de ex-presidente da UNE, mas daqueles que não viraram a casaca, como o candidato demo-tucano. Depois falou o ministro do trabalho, Carlos Lupi (PDT). 

A multidão explodiu em “Olê, Olê… olê, olá… Lulá… Lulá”, quando anunciaram a chegada de Lula. A chuva caía mais forte, mas ninguém arredava o pé enquanto não ouvissem Lula e Dilma falarem.

Depois discursaram o vice-governador Pezão (PMDB), o candidato a vice de Dilma, Michel Temer (PMDB), o governador candidato à reeleição, Sérgio Cabral (PMDB). Todos aplaudidos.

Uma galera na faixa dos 18 a 20 anos ali perto, criaram seu grito: “A Dilma é … ou-sa-di-a! … A Dilma é… ousadia!” – gritavam toda hora que alguém falava no nome dela.

A multidão explodiu de novo, quando Lula assumiu o microfone.

Lula é daqueles políticos queridos igual a um ídolo pop. Longos aplausos, gritos, assobios, o pessoal avança um passo a frente para ver mais perto, procura lugar com melhor visibilidade, quem estava mais atras reclama para abaixar as bandeiras para conseguirem ver. O presidente deu o recado e todos abaixaram.

O presidente Lula falou que estava em São Paulo e ficou sabendo que a previsão era de chuva, mas não quis nem saber. “Poderia estar chovendo canivete até e eu estaria aqui” – disse o Presidente.

Imagine se o presidente iria faltar, com a multidão que estava ali, muitos vindo de longe, sabendo que o tempo estava para chuva.

E o presidente criticou as tentativas da oposição de impedir que ele faça campanha para Dilma nas horas vagas, e criticou o Ministério Público Eleitoral que quer multá-lo apenas por mencionar o nome da Dilma:

“Há uma tentativa de me tirar da campanha política, para que eu não ajude Dilma a ser a presidenta desse país. É como se eu pudesse passar por Dilma e tem uma procuradora … que eles querem é me inibir, para eu fingir que não conheço a Dilma, para que eu passe por ela e vire o rosto. Mas não sou homem de duas caras. Vou dizer que a minha companheira Dilma, que foi chefe da Casa Civil, está preparada para ocupar a presidência da República desse país” – disse enquanto apertava fortemente as mãos da candidata.

Lula prosseguiu: “Ao indicá-la para ser a futura presidente, estou indicando uma pessoa que eu colocaria minhas duas mãos no fogo. Essa mulher com cara de anjo já foi torturada. Barbaramente torturada. E não guarda mágoa”.

O Presidente também elogiou a união do governo do Estado do Rio com o governo federal, que permitiu tantas obras do PAC, inclusive em favelas, como não se via há muitos anos na história do Rio. E falou da emoção de trazer as olimpíadas para o Brasil, que acontecerá no Rio, contando a história de como foi a vitória do Rio como cidade sede, diante do Rei da Espanha, do primeiro-ministro japonês, e do Obama, fazendo a multidão cair no riso.

No fim, Dilma foi a última a falar, depois de Lula, elogiou a militância e a multidão que estava ali na chuva, falou das obras PAC, do ProUni, das UPP’s, das transformações que estão passando o Complexo do Alemão, Manguinhos, Pavão e Pavãozinho, Rocinha, que antes eram favelas e estão virando bairros bons de se morar.

Dilma pediu que todos dêem importância também no voto para Senado e para Deputados, elegendo gente aliada, que não vão passar 4 anos criando dificuldades só para atrapalhar e fabricando factóides.

No fim, mandou uma mensagem à todas as mulheres. Disse que, assim como Lula falou que não poderia errar no governo, senão um operário só chegaria à presidência de novo daqui a uns 200 anos, ela também não poderá errar como primeira presidenta mulher, porque será cobrada por isso.

O discurso de Dilma foi acompanhado por gritos de Dilma! Dilma!… “Olê, Olê… olê, olá… Dilma… Dilma”, e com o novo grito da galera do lado, que aprendi hoje: “A Dilma é … ou-sa-di-a! … A Dilma é… ousadia!”.

Terminado os discursos, desceram todos do palanque, e Dilma, muito simpática, ainda foi até a platéia cumprimentar a “turma do gagarejo”, o pessoal que fica ali na linha de frente do palco. E foi um corre-corre de quem estava atrás para também cumprimentar a futura presidenta. Não sei de onde a imprensa tinha inventado que Dilma era antipática. Ela é super-simpática, principalmente com as pessoas mais humildes.

O comício foi maior do que imaginado, sobretudo por causa da chuva. Teve gosto de vitória, e prenuncia uma vitória das grandes no Rio de Janeiro.

Dilma e Lula devem percorrer o Brasil, nas cidades que for possível percorrer. Quando passar na cidade de cada um, não deixem de ir. A chuva molhou o corpo, mas lavou a alma.


Por Zé Augusto.

 

Paulo Henrique Amorim

 

 
A Dra. Sandra passou de todos os limites PDF Imprimir E-mail

Republico aqui o artigo postado no brizolaço (o blog do Brizola Neto).

 

 Não tinha lido ainda  e li, estarrecido, na Folha:

“Sobre o comportamento de tucanos e petistas neste início de campanha, Sandra (Cureau) diz que o PSDB tem demonstrado mais zelo e respeito à Lei Eleitoral do que o PT.”

Sua Excelência é fiscal da lei ou juíza de comportamentos? Sua Excelência opina “in casu” ou o genérico já chegou ao campo do Direito? Sua Excelência é uma agente pública que deve primar pelo recato e  pela economia de palavras – como aliás sugeriu ela própria ao dizer, grosseiramente, que o presidente Lula “não conseguia ficar de boca calada” – ou uma estrela do processo eleitoral, mais importante que os próprios partidos e candidatos?

As incursões ilegais de José Serra em três programas em rede nacional de rádio e televisão de outros partidos (DEM, PPS e PTB), o que é expressamente vedado pela Lei 9.096, demonstra, acaso, “zelo e respeito” à Lei?

Ela faz estas declarações a propósito de discursos do governador paulista Alberto Goldman que, admite, está fazendo propaganda de Serra. Mas diz que não decidiu se representará contra ele, embora não perca uma chance de fazê-lo quando se trata do presidente Lula. Também não há notícias – tomara que eu esteja desinformado – sobre representações contra a presença de Serra nos programas do PTB e do PPS.

A Sra. Procuradora Sandra Cureau age no Ministério Público Eleitoral por delegação do Procurador Geral, Dr. Roberto Gurgel. Ele, portanto, é o primeiro a ter o dever de zelar pelo equilíbrio e responsabilidade de sua colaboradora. É nítido que este comportamento está sendo utilizado pelos setores da política e da mídia hostis ao Governo e não é, de forma alguma, esta a nobre missão  do MP.

O caminho da judicialização do processo eleitoral é perigosíssimo, para a democracia e para as instituições republicanas, entre elas o próprio Ministério Público.  Todos estamos procurando tratar o assunto em níveis de respeito – peço, aliás, moderação nos termos aos nossos comentaristas – mas é preciso que também haja a mesma atitude em relação aos verdadeiros protagonistas da cena eleitoral: os candidatos que disputam o voto e o direito do eleitor em manifestá-lo livremente.

 
LEGALIDADE: Eleição se ganha no VOTO PDF Imprimir E-mail

Screenshoot obtido na minha (perdi a conta) tentativa de postar um comentário no blog "gente que mente" mantido pelo PSDB.

Para verificar a veracidade da afirmação de que tal blog é mantido pelo PSDB, confira os dados dos responsáveis pelo blog e pelo site do PSDB no whois(confira em https://registro.br/cgi-bin/whois/) do registro BR.

Os endereços a serem consultados são: www.psdb.org.br e www.gentequemente.org.br

 

 
Vice de Serra liga PT ao narcotráfico PDF Imprimir E-mail

Acabo de ler, com bastante indignação, a matéria publicada na Folha onde o candidato a vice presidente, o senhor da Costa (como escreveu Brizola Neto em seu blog, "a partir de agora vou chamá-lo assim porque respeito nossos índios"), pelo PSDB acusou o PT de ser ligado as "FARCs, ao narcotráfico e ao que há de pior."

Me envergonha em um país com tantas pessoas decentes, um indivíduo como este ter sido escolhido para ser um possível representante de nosso Brasil.

Fico estarrecido de com o fato de que não há o mínimo interesse em disfarçar que a direita golpista tenta ganhar esta eleição no tapetão impondo medo a população, assim como tentaram fazer em 2002.

Caro senhor da Costa, as pessoas estão começando a perceber que a política não é aquela mazela que foi pregada por muito tempo. O senhor não conhece a campanha: "Legalidade: Eleição se ganha no voto"?

 

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